
A certificação da madeira é uma garantia de origem que serve também para orientar o comprador atacadista ou varejista a escolher um produto diferenciado e com valor agregado, capaz de conquistar um público mais exigente e, assim, abrir novos mercados. Ao mesmo tempo, permite ao consumidor consciente a optação de um produto que não degrada o meio ambiente e contribui para o desenvolvimento social e econômico das comunidades florestais. Para isso, o processo de certificação deve assegurar a manutenção da floresta, bem como o emprego e a atividade econômica que a mesma proporciona.![]()
O FSC (Forest Stewardship Council, ou Conselho de Manejo Florestal) é hoje o selo verde mais reconhecido em todo o mundo, com presença em mais de 75 países e todos os continentes. Atualmente, os negócios com produtos certificados geram negócios da ordem de 5 bilhões de dólares por ano em todo o globo.
Custos
A certificação envolve custos financeiros, pois as operações florestais precisam se adequar a algumas normas da certificação do FSC. Esses custos estão muito relacionados à forma de gestão do empreendimento. Uma operação regular, que segue os procedimentos legais, utiliza técnicas de manejo adequadas, dentre outros ações que caracterizam um bom gerenciamento, estará bem próxima de receber um certificado de origem, como é o selo do FSC. Por outro lado, quanto mais distante a operação estiver em relação a esses aspectos, maiores serão os custos para se adequar à uma certificação. Assim, no FSC existem dois tipos de custos previstos: os custos diretamente relacionados com o processo de avaliação, licenciamento e monitoramento do uso do selo (custos diretos); e os custos relacionados às ações necessárias para atender as normas da certificação (custos indiretos).
Benefícios
Preços melhores, pois a procura por madeira certificada é grande e aumenta a acessibilidade ao mercado internacional, especialmente europeu. Hoje, países como Holanda preferem importar madeiras certificadas FSC que de outras fontes.
Aumento de produtividade. Trabalhadores treinados em técnicas de manejo florestal reduzem o desperdício na floresta, já que não esquecem árvores cortadas em campo, não permitem que as árvores rachem no momento do corte e reduzem o desgaste de máquinas e equipamentos.
Melhoria de imagem. Para empresas que trabalham com o setor madeireiro, o certificado FSC traduz a responsabilidade socioambiental com o manejo da floresta.
Garantia de origem. Ao comprar de produtores certificados, a empresa sabe que a madeira que está consumindo provém de uma floresta bem manejada e, portanto, não está contribuindo para a exploração predatória dos recursos florestais.
Reconhecimento do mercado. Um número crescente de consumidores conscientes estão dando preferência aos produtos que tem o selo, seja piso, papel, lápis, porta ou até casa pré-fabricada. Para as empresas exportadoras, o selo pode aumentar a acessibilidade ao mercado externo.
Responsabilidade Social. Empresas que possuem a certificação e aquelas que compram produtos com o selo estão traduzindo em ações o seu comprometimento com a responsabilidade social.
Fontes:
1 jun


Navegando por sites de algumas grifes brasileiras encontrei o site do designer Sergio Fahrer. Os chases acima (Dragster e Paso Doble) são apenas duas de um grande leque de criações do designer. Sérgio trabalha aliando o design com responsabilidade ecológica. Seu trabalho possui o selo FSC, selo que identifica a matéria-prima com processo de extração adequado, transporte e processamento ecologicamente corretos. Talento brasileiro!

Mies Van der Rohe, Le Corbusier, George Nelson… todo mundo que ouve esses nomes e que conhece história do design já fica impressionado. Os três nomes citados são apenas alguns dos muitos designers que projetaram peças que ficaram marcadas na história. São mesas, poltronas, luminárias que marcaram época e que até hoje fazem muito sucesso.
As peças realmente são de um design admirável, nesse ponto não há nenhuma dúvida. A polêmica inicia-se quando começamos a pensar na forma que esses móveis/objetos estão sendo utilizados atualmente. Por serem comercializadas por um preço “acessível” pessoas - inclui-se designers de interiores - com nenhum ou pouco conhecimento sobre as peças estão utilizando-nas de uma forma totalmente equivocada. Peças que merecem uma atenção toda especial estão sendo colocadas em projetos de interiores apenas pelo nome famoso, e não pela função que a mesma deveria exercer.
Em um post sobre este assunto no blog Casa com Design da Maria Alice, ela diz: “Aos poucos, fui vendo peças como essas (clássicas) nos lugares mais inusitados e, ao meu ver, inadequados: casa simples, apertadas, onde nem bem pode se observar um móvel em perspectiva”.
O que temos que entender é que cada caso é um caso, e não é apenas porque aquela poltrona tem um nome famoso por trás é que ela se encaixará no projeto de qualquer ambiente. Por conta dessas e outras essas peças estão perdendo o valor que tinham e que deveriam ter até hoje.
Quem tiver interesse sobre o assunto eu sugiro a leitura do texto anteriormente citado da Maria Alice. Vale a pena!
16 mai
Não é mentira! Hoje dando uma vasculhada na blogosfera brasileira encontrei o blog do designer de interiores Paulo Oliveira e tive uma grata surpresa. Em um dos seus recentes posts ele fala sobre uma ação inédita onde um profissional de design de interiores do Sergipe ganhou na Justiça Federal o direito a ter seu registro no CREA (Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) como Designer de Interiores. Além disso ele recebeu uma indenização por danos morais.
Os detalhes da ação podem ser vistas no blog do Paulo.

Cadeira Manta da Poliform criada pelo designer Rodrigo Torres da Manta. Fabricada com resina flexível de poliuretano e estrutura metálica com revestimento de couro fino italiano. O resultado disso tudo é essa bela cadeira.

Luminária Josephine B. da fabricante Artemide assinada pelos badalados designers Ross Lovegrove, Francisco Gomez Paz e Ora-Ito. Os braços da luminária possui articulações que dão um movimento suave ao objeto.

Cadeira, mesa, luminária e acessório assinados pelo designer Charles Trevelyan.
Via MoCo Loco.

Cadeira e chaise em modelo de pétalas criados pela designer espanhola Patricia Urquiola para italiana Moroso. Via Inhabit.
Um dia eu ainda vou participar do evento ![]()